sábado, 7 de abril de 2012

Minha terra.

Grande minha terra sempre foi, grande ela sempre será.

Grandioso é quem nasce dela, grandioso é quem nela descansa.

Que mesmo hoje sendo um velho, um dia já foi criança.

Comeu bolo de milho, munguzá e rapadura.

Rodou pião, empinou pipa e jogou bola na rua.

Subia em pé de goiaba, pé de manga e coqueiro.

Parecia uma peste de tão pequeno e ligeiro.

Na minha terra tenho os repentistas, os que fazem as rimas mais rápidas, parecem até artistas.

Tenho os escritores de histórias do cordel, criativos e fiéis aos contos dos povos.

O que falam de um, passa pelo ouvido do outro, no papel ganham vida, lá são expostos.

Tenho em minha terra os maiores cabras da peste, andam de peixeira na cintura e chapéu de couro na cabeça.

E ainda as mulheres mais bonitas do Brasil, vou dizer antes que eu me esqueça.

Não é por cor nem por raça, é por valor verdadeiro, tanto por dentro quanto por fora é grande a beleza.

Grande como minha terra sempre será, não se esqueça.

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